O Centro CAPOEIRA está desenvolvendo uma plataforma georreferenciada para apoiar decisões sobre restauração florestal na Amazônia Legal.
A Plataforma CAPOEIRA reunirá dados ecológicos, climáticos, territoriais, socioeconômicos e produtivos para subsidiar o planejamento da restauração de florestas primárias degradadas, florestas secundárias em regeneração e áreas com potencial para sistemas produtivos sustentáveis.
O Centro Avançado de Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental da Amazônia é um centro interdisciplinar dedicado a produzir conhecimento, integrar dados e apoiar estratégias de restauração em larga escala na Amazônia Legal.
O Centro articula pesquisa científica, saberes tradicionais, engajamento territorial e desenvolvimento tecnológico para compreender os processos de recuperação ambiental, reduzir riscos socioecológicos e fortalecer decisões baseadas em evidências.
Capoeira, do tupi: vegetação que cresce em uma área após o uso da terra, quando a floresta inicia seu processo de retomada.
A Plataforma CAPOEIRA está sendo construída para reunir e integrar dados sobre restauração de ecossistemas na Amazônia Legal.
A partir da seleção de uma área de interesse no mapa — por coordenadas ou por busca de localidade — a plataforma apresentará informações processadas sobre o contexto ambiental, ecológico e territorial da área selecionada.
A proposta é facilitar o acesso e o uso dessas informações por meio de sínteses territoriais, mapas e indicadores que ajudem a identificar áreas prioritárias, orientar estratégias de restauração, avaliar riscos climáticos e ambientais, considerar diferentes usos do território e qualificar políticas, programas e investimentos.
Com isso, a plataforma buscará reduzir a fragmentação das informações e apoiar a tomada de decisão — sem exigir que o usuário trabalhe diretamente com bases dispersas, formatos distintos ou dados ainda não tratados.
Uma plataforma, dois públicos
Para quem decide
Indicadores consolidados e painéis territoriais para priorizar áreas, orientar políticas públicas e acompanhar compromissos de restauração — sem precisar tratar dado bruto.
Para quem pesquisa
Dados brutos padronizados, séries históricas e interoperabilidade entre acervos para análises reprodutíveis — da parcela ao bioma.
Identificação das bases existentes da rede CAPOEIRA. Levantamento de dados públicos relevantes e priorização junto à comunidade científica, gestores e técnicos.
Desenvolvimento dos primeiros módulos navegáveis da plataforma, com consulta por área de interesse, visualização inicial de camadas geográficas e apresentação de informações básicas sobre o território selecionado.
Adição gradual das bases priorizadas, começando pelas consideradas de alto valor para o planejamento da restauração. A implementação terá, além da visualização em mapa, organização dos resultados, indicações de fontes e limitações, geração de relatório simplificado em PDF e validação contínua pela rede.
Lançamento público em plataforma.centrocapoeira.com.br.
A Plataforma CAPOEIRA/REGENERA deverá integrar progressivamente bases de dados sobre restauração florestal na Amazônia Legal.
A ordem de integração será definida a partir da relevância para o planejamento da restauração, disponibilidade dos dados, autorização de uso, qualidade das bases e viabilidade técnica de incorporação à plataforma.
As bases previstas combinam dados produzidos pelos grupos de trabalho do CAPOEIRA e informações indicadas como relevantes em processos participativos da rede.
Toque em cada eixo para ver o que ele reúne.
Inventários botânicos, diversidade de plantas, estrutura da vegetação, altura, biomassa, estoques de carbono, ocorrência e abundância de espécies, crescimento das árvores e histórico de degradação em florestas primárias degradadas e florestas secundárias em regeneração.
→Esses dados ajudam a identificar áreas com maior potencial de recuperação da biodiversidade vegetal, aumento de biomassa e armazenamento de carbono.
Dados históricos de incêndios, projeções climáticas, eventos extremos, temperatura, precipitação, evapotranspiração, susceptibilidade ao fogo, diversidade espectral, reflectância, abertura de dossel e cenários de risco climático.
→Essas informações ajudam a identificar áreas mais vulneráveis a incêndios, secas, degradação e eventos climáticos extremos.
Histórico de uso da terra, taxas de desmatamento, pastagens degradadas, áreas com baixo potencial agrícola, estradas, hidrovias, áreas protegidas, terras públicas, APPs, reservas legais, territórios quilombolas, CAR e áreas próximas a comunidades.
→Essas camadas ajudam a avaliar a viabilidade territorial da restauração e a priorizar áreas com maior potencial de permanência e proteção.
Registros de fauna e flora, inventários de fauna, interações ecológicas, dispersão de sementes, polinização, distribuição de plantas e polinizadores resistentes às mudanças climáticas e áreas de maior importância para uso pela fauna.
→Esses dados ajudam a identificar áreas estratégicas para conservar biodiversidade, recuperar interações ecológicas e fortalecer a regeneração natural.
Informações sobre germinação, armazenamento de sementes, espécies arbóreas utilizadas na restauração, disponibilidade de sementes, viveiros, redes de sementes e coletores.
→Essas bases ajudam a conectar o planejamento territorial da restauração à escolha de espécies e à disponibilidade de insumos para restauração ativa.
Parâmetros físico-químicos da água, biodiversidade de igarapés, qualidade da água, disponibilidade hídrica, áreas inundáveis e variação dos níveis da água.
→Essas informações ajudam a priorizar áreas onde a restauração pode contribuir para proteger recursos hídricos, recuperar matas ciliares e conservar a biodiversidade aquática.
Mapas temáticos de sistemas agroflorestais, identificação de áreas com SAFs, métricas de estrutura, altura, biomassa, carbono e potencial de produção agrícola sustentável.
→Esses dados ajudam a planejar estratégias que integrem restauração, produção, conservação e geração de renda.
Dados georreferenciados sobre cadeias de valor, produtos florestais não madeireiros, uso direto e indireto do território por comunidades locais e áreas com potencial de uso sustentável.
→Essas informações ajudam a incorporar critérios sociais, econômicos e territoriais ao planejamento da restauração.
Qual base de dados priorizar?
Conte quais dados você usa, quais bases considera prioritárias e quais informações seriam mais úteis para pesquisa, planejamento, monitoramento ou tomada de decisão em restauração florestal na Amazônia Legal.