VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica – SOBRE2026 CAPOEIRA — Centro Avançado de Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental da Amazônia

Planejamento espacial para restaurar a Amazônia

O Centro CAPOEIRA está desenvolvendo uma plataforma georreferenciada para apoiar decisões sobre restauração florestal na Amazônia Legal.

A Plataforma CAPOEIRA reunirá dados ecológicos, climáticos, territoriais, socioeconômicos e produtivos para subsidiar o planejamento da restauração de florestas primárias degradadas, florestas secundárias em regeneração e áreas com potencial para sistemas produtivos sustentáveis.

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Sobre o Centro

O Capoeira

O Centro Avançado de Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental da Amazônia é um centro interdisciplinar dedicado a produzir conhecimento, integrar dados e apoiar estratégias de restauração em larga escala na Amazônia Legal.

O Centro articula pesquisa científica, saberes tradicionais, engajamento territorial e desenvolvimento tecnológico para compreender os processos de recuperação ambiental, reduzir riscos socioecológicos e fortalecer decisões baseadas em evidências.

Capoeira, do tupi: vegetação que cresce em uma área após o uso da terra, quando a floresta inicia seu processo de retomada.

O que estamos construindo

Uma plataforma de dados para apoio à decisão em restauração

A Plataforma CAPOEIRA está sendo construída para reunir e integrar dados sobre restauração de ecossistemas na Amazônia Legal.

A partir da seleção de uma área de interesse no mapa — por coordenadas ou por busca de localidade — a plataforma apresentará informações processadas sobre o contexto ambiental, ecológico e territorial da área selecionada.

A proposta é facilitar o acesso e o uso dessas informações por meio de sínteses territoriais, mapas e indicadores que ajudem a identificar áreas prioritárias, orientar estratégias de restauração, avaliar riscos climáticos e ambientais, considerar diferentes usos do território e qualificar políticas, programas e investimentos.

Com isso, a plataforma buscará reduzir a fragmentação das informações e apoiar a tomada de decisão — sem exigir que o usuário trabalhe diretamente com bases dispersas, formatos distintos ou dados ainda não tratados.

Uma plataforma, dois públicos

Para quem decide

Tomadores de decisão

Indicadores consolidados e painéis territoriais para priorizar áreas, orientar políticas públicas e acompanhar compromissos de restauração — sem precisar tratar dado bruto.

Para quem pesquisa

Cientistas e pesquisadores

Dados brutos padronizados, séries históricas e interoperabilidade entre acervos para análises reprodutíveis — da parcela ao bioma.

Roadmap

O caminho até a plataforma

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Mapeamento e priorização das bases de dados

Fase atual

Identificação das bases existentes da rede CAPOEIRA. Levantamento de dados públicos relevantes e priorização junto à comunidade científica, gestores e técnicos.

Precisamos da sua opinião →
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Protótipo funcional

Desenvolvimento dos primeiros módulos navegáveis da plataforma, com consulta por área de interesse, visualização inicial de camadas geográficas e apresentação de informações básicas sobre o território selecionado.

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Implementação e integração de dados

Adição gradual das bases priorizadas, começando pelas consideradas de alto valor para o planejamento da restauração. A implementação terá, além da visualização em mapa, organização dos resultados, indicações de fontes e limitações, geração de relatório simplificado em PDF e validação contínua pela rede.

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Consolidação e entrega pública

Lançamento público em plataforma.centrocapoeira.com.br.

Acervo

As bases que queremos integrar

A Plataforma CAPOEIRA/REGENERA deverá integrar progressivamente bases de dados sobre restauração florestal na Amazônia Legal.

A ordem de integração será definida a partir da relevância para o planejamento da restauração, disponibilidade dos dados, autorização de uso, qualidade das bases e viabilidade técnica de incorporação à plataforma.

As bases previstas combinam dados produzidos pelos grupos de trabalho do CAPOEIRA e informações indicadas como relevantes em processos participativos da rede.

Toque em cada eixo para ver o que ele reúne.

Vegetação, carbono e estrutura florestal

Inventários botânicos, diversidade de plantas, estrutura da vegetação, altura, biomassa, estoques de carbono, ocorrência e abundância de espécies, crescimento das árvores e histórico de degradação em florestas primárias degradadas e florestas secundárias em regeneração.

Esses dados ajudam a identificar áreas com maior potencial de recuperação da biodiversidade vegetal, aumento de biomassa e armazenamento de carbono.

Clima, fogo e riscos ambientais

Dados históricos de incêndios, projeções climáticas, eventos extremos, temperatura, precipitação, evapotranspiração, susceptibilidade ao fogo, diversidade espectral, reflectância, abertura de dossel e cenários de risco climático.

Essas informações ajudam a identificar áreas mais vulneráveis a incêndios, secas, degradação e eventos climáticos extremos.

Uso da terra e planejamento territorial

Histórico de uso da terra, taxas de desmatamento, pastagens degradadas, áreas com baixo potencial agrícola, estradas, hidrovias, áreas protegidas, terras públicas, APPs, reservas legais, territórios quilombolas, CAR e áreas próximas a comunidades.

Essas camadas ajudam a avaliar a viabilidade territorial da restauração e a priorizar áreas com maior potencial de permanência e proteção.

Biodiversidade, fauna e interações ecológicas

Registros de fauna e flora, inventários de fauna, interações ecológicas, dispersão de sementes, polinização, distribuição de plantas e polinizadores resistentes às mudanças climáticas e áreas de maior importância para uso pela fauna.

Esses dados ajudam a identificar áreas estratégicas para conservar biodiversidade, recuperar interações ecológicas e fortalecer a regeneração natural.

Sementes, viveiros e espécies para restauração

Informações sobre germinação, armazenamento de sementes, espécies arbóreas utilizadas na restauração, disponibilidade de sementes, viveiros, redes de sementes e coletores.

Essas bases ajudam a conectar o planejamento territorial da restauração à escolha de espécies e à disponibilidade de insumos para restauração ativa.

Sistemas aquáticos e recursos hídricos

Parâmetros físico-químicos da água, biodiversidade de igarapés, qualidade da água, disponibilidade hídrica, áreas inundáveis e variação dos níveis da água.

Essas informações ajudam a priorizar áreas onde a restauração pode contribuir para proteger recursos hídricos, recuperar matas ciliares e conservar a biodiversidade aquática.

Sistemas agroflorestais e restauração produtiva

Mapas temáticos de sistemas agroflorestais, identificação de áreas com SAFs, métricas de estrutura, altura, biomassa, carbono e potencial de produção agrícola sustentável.

Esses dados ajudam a planejar estratégias que integrem restauração, produção, conservação e geração de renda.

Socioeconomia, cadeias de valor e uso comunitário

Dados georreferenciados sobre cadeias de valor, produtos florestais não madeireiros, uso direto e indireto do território por comunidades locais e áreas com potencial de uso sustentável.

Essas informações ajudam a incorporar critérios sociais, econômicos e territoriais ao planejamento da restauração.

Qual base de dados priorizar?

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Qual dessas bases mudaria o seu trabalho hoje?

Conte quais dados você usa, quais bases considera prioritárias e quais informações seriam mais úteis para pesquisa, planejamento, monitoramento ou tomada de decisão em restauração florestal na Amazônia Legal.

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CAPOEIRA

O Centro Avançado de Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental da Amazônia reúne mais de 180 pesquisadores em 45 instituições, integrando ciência, saberes tradicionais e engajamento territorial pela restauração da Amazônia Legal.

Capoeira, do tupi: a terra que, depois do uso, foi deixada para a floresta retomar.

Realização e parceria
Coordenação
Embrapa
Financiamento
CNPq — Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Instituições parceiras da rede CAPOEIRA
Governo Federal do Brasil
Ministério da Agricultura e Pecuária
INPA — Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
INPE — Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
IPAM Amazônia
Museu Paraense Emílio Goeldi
Instituto Tecnológico Vale
Instituto Socioambiental (ISA)
Rede Amazônia Sustentável (RAS)
The Nature Conservancy
Aliança pela Restauração na Amazônia
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
IDEFLOR-Bio
CIFOR-ICRAF
CIRAD
ESALQ/USP
FUNARBE — Fundação Arthur Bernardes
UFPA — Universidade Federal do Pará
UFRA — Universidade Federal Rural da Amazônia
UFOPA — Universidade Federal do Oeste do Pará
UFMT — Universidade Federal de Mato Grosso
UFMA — Universidade Federal do Maranhão
UFLA — Universidade Federal de Lavras
UFPE — Universidade Federal de Pernambuco
UFAC — Universidade Federal do Acre
UFJ — Universidade Federal de Jataí
UFSC — Universidade Federal de Santa Catarina
UFU — Universidade Federal de Uberlândia
UnB — Universidade de Brasília
UNIFESSPA — Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
UEMA — Universidade Estadual do Maranhão
UEAP — Universidade do Estado do Amapá
UERR — Universidade Estadual de Roraima
IFMT — Instituto Federal de Mato Grosso
University of Oxford
Imperial College London
Lancaster University
Manchester Metropolitan University
Met Office Hadley Centre
Department for Environment, Food & Rural Affairs (DEFRA)
UK Research and Innovation
Global Centre on Biodiversity for Climate
Woodwell Climate Research Center
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